Estou no Twitter agora: https://twitter.com/brosamirian
Pois é, não deu. Aderi à nova febre da Internet. E olha que eu havia prometido que não iria entrar ewm mais nada do gênero!
Só eu mesmo...
Mudando de assunto... Aconteceu tanta coisa nesses últimos dias que é até difícil comentar... Primeiro: Essa todo o mundo já sabe, literalmente. Michael Jackson bateu as botas... Sem dúvidas o cara era um grande artista... Gosto de diversas músicas dele, especialmente "Black Or White" muito boa a letra o arranjo... É uma grande perda para o mundo da música pop.
Voltei a escrever o "Sangue em Pó"- quem nunca ouviu falar nisso vá nos arquivos do blog e clique nas datas mais antigas, de novembro de 2007 pra descobrir do que se trata.
Estou mais perdida que cego em tiroteio com uma "roubada acadêmica", por assim dizer em que me meti. Resolvi escrever minha monografia neste ano. O tema "Destituição do poder familiar na adoção sob o princípio do melhor interesse do menor". Estou sem saber por onde começar até e meu "desorientador" até hoje não disse nada à respeito só um "de acordo" no requerimento de orientação. Honestamente não sei o que fazer.
Bem, vou ficando por aqui, qualquer coisa eu volto!
Hasta la vista.
Texto do grande Herbert de Souza, o "Betinho"... Dispensa maiores comentários...
“A criança é o princípio sem fim
O fim da criança é o princípio do fim
Quando uma sociedade deixa matar as crianças,
É porque começou o seu suicídio como sociedade.
Quando não as ama, é porque deixou de se reconhecer como humanidade.
Afinal, a criança é o que fui em mim e em meus filhos, enquanto eu e humanidade.
Ela como princípio é a promessa de tudo.
É a minha obra livre de mim.
Se não vejo na criança, uma criança, é porque alguém a violentou antes,
e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado.
Mas essa que vejo nas ruas sem pai, sem mãe, sem casa, cama e comida,
essa que vive a solidão das noites sem gente por perto, é um grito, é um espanto.
Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque
A criança é o princípio sem fim e o seu fim é o fim de todos nós.”
Às vezes, brinco de imaginar que espécie de músicos seriam os compositores clássicos caso eles vivessem hoje... Dá pra brincar bastante. Meu pai diz, por exemplo, que Bach tocaria Choro (estilo preferido de meu pai), já eu e meu irmão Daniel estamos convencidos que Vivaldi seria um roqueiro, eu, mais ainda, roqueiroprogressivo. Se fosse brasileiro, talvez integrante do Clube da Esquina e se fosse italiano, talvez participasse de uma das inúmeras formações do Premiata. Já Beethoven, talvez fosse um integrante do movimento Punk. A música dele é bastante enérgica. Mozart seria um astro "hitmaker" do pop/rock à lá Lulu Santos, Grieg (para quem não o conheça autor da suíte "Peer Gynt" nº 1 e nº 2) talvez teria um estilo pop/rock similar ao de Flávio Venturini (que estou ouvindo agora, ô delícia...). Ravel, o do bolero, talvez fosse, hoje o Marcus "Midas" Viana... Não sei... Foi difícil escolher...
Ao masmo tempo que eu tento imaginar como compositores clássicos seriam se estivessem produzindo agora, é difícil achar que a música de hoje seria como é sem a contribuição deles. Talvez estaríamos naquele estágio musical... É engraçado... Ao mesmo tempo que queria vê-los produzindo hoje, sei que a música estaria bem diferente se eles não tivessem vivido naqueles tempos...
Bom, chega de viajar na maionese...
Hasta la vista!
Hoje o assunto será a Índia. Sim, aquele país paupérrimo, miserável da Ásia, tema central de uma novela global, que nem assisto. Esse país de mais de um bilhão de habitantes torna-se cada dia mais bizarro. Já li centenas de notícias que o fazer ficar ainda mais esquisito, aos olhos de um ocidental.
Dia desses forçaram uma garota de não mais que quatro ou cinco anos (pela foto, na notícia não diz a idade da garota) a se casar, mas com um cachorro! Isso mesmo aquela bola de pelos quadrúpede que muitos de nós tem como animal de estimação. Dizem eles que é para afugentar os maus espíritos. Hã? Desde quando casar-se com um cachorro faz isso? Não seria melhor chamar um padre, ou um exorcista?
Mas antes fosse só isso. Naquele país, um verdadeiro mosaico de culturas, há de tudo um pouco. Crianças vítimas de sérias mutações genéticas ou descuidos da natureza, vai saber, como a garota de oito membros ( site: http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/default.asp?periodo=200711&palavra=india esse link leva a uma página com os resultados da busca que fiz no blog "Page not Foun" minha principal fonte de pesquisa, hehehe) ou a menina de duas faces são consideradas reencarnação de deuses com as mesmas características. Difícil de acreditar. Principalmente a quase revolta popular que se iniciou quando a mãe da menina dos oito membros deciiu fazer uma cirurgia para remover os membros excedentes da filha. Muita gente tentou impedir, e já estavam até fazendo um templo para a garota.
Ano passado, não me lembro quando, exatamente, outro indano casou-se com uma cadela, e um sujeito jogou uma garota "intocável"(A casta mais baixa da sociedade indiana) na fogueira por ter andado em um caminho que não lhe era permitido (só pessoas de castas superiores poderiam usar aquela estrada).
Também dizem ser almadiçoada uma garota que chora sangue, cujo caso ainda não foi explicado pela medicina.
Resumindo o que não falei: A Índia é um país no qual ocorre muita coisa estranha, rodeado por uma cultura muido diversificada (é um dos poucos países no qual se encontra praticantes de praticamente todas as religiões), muito antiga, eles existem há muito mais tempo que os Gregos, pais da nossa cultura. Mas ninguém consegue explicar como em uma sociedade animais como vacas, ratos e macacos tem valor superior a humanos que nasceram pa poeira dos pés do "Zeus" do Hinduísmo. Alguém pode?
Fico por aqui.
Hasta la vista!
Falando nelas aqui de novo... Andei lendo umas “atrocidades” cometidas contra crianças na internet nos últimos dias... De uma garotinha recém-nascida abandonada em uma vala de esgoto em Cuiabá-MT a um garoto de cinco anos que morreu após ser espancado por sua “mãe adotiva”.
Como pretendo adotar uma criança dentro de 6 a 8 anos,fico aqui pensando em como a “mãe” desse garoto passou pela assistência social da comarca onde se habilitou e depois espanca o garoto por motivos ainda não esclarecidos.
Falando nelas ainda, li dois livros a esse respeito nesse período de trégua que tive aqui no blog.
Um deles chama-se “Nascidos em Nossos Corações- Histórias de adoções” Livro sensível, comovente, escrito em primeira pessoa por pais, filhos, avós e irmãos adotivos. Mostra, realmente como uma adoção pode mudar vidas aliás, as duas autoras do livro, Fylis e Marisa Casey são mãe e filha adotivas.
O outro chama-se “Uma Criança no Inferno” de Dave Pelzer. O título é quase autoexplicativo, pois mostra, de fato, uma criança vivendo o que se podia chamar de inferno... Só que dentro de casa e o “capeta” é ninguém menos que a mãe do garoto... Achei um outro blog (http://aritmante.com.br/2007/11/18/uma-crianca-no-inferno/) o texto em questão e estou transcrevendo aqui:
“O drama autobiográfico começa na década de 60, quando a mãe do pequeno David começou a criar jogos que botavam Jigsaw no chinelo. A lista a seguir mostra como o alcoolismo ajudou castigos usuais em jogos brutais de tortura:
–> Castigo do isolamento no canto do quarto - Até aqui tudo certo né? Até a supernany recomenda. Mas continua…
–> Castigo do isolamento frente ao espelho - ela esfregava o rosto do garoto no espelho e fazia ficar em frente. Evoluiu para a obrigação de recitar o mantra “Eu sou um menino malvado” antes de ficar imóvel olhando para o espelho. Os irmãos começam a se afastar, temendo serem punidos também.
–> Buscas impossíveis: Enquanto o pai estava no trabalho, ela botava os filhos para procurarem algum objeto perdido. Culminou com um bofetão quando o garoto, meses de busca depois, esqueceu o que estava procurando.
–> Bêbada, a mãe quebra o braço de David ao esbofetea-lo. Finge que nada aconteceu e simula uma queda do beliche para leva-lo ao hospital.
Até aqui a trajetória de violência é mais ou menos a conhecida. Só que atualmente os profissionais de saúde são treinados para identificar esse tipo de coisa. Mas nos anos 60/70, o médico que atendeu aquele menino percebeu que a fratura não fora acidental e acabou tratando o guri sem mais comentários, enviando-o de volta para o filme de terror que a sua vidinha estava se transformando:
–> Ele começa a estudar e apesar de ir bem no colégio, a mãe insistia que ele havia “envergonhado a família e merecia severa punição”. Segundo a mãe, ele teria que repetir a primeira série - mesmo ele tendo chegado em casa com um trabalhinho cheio de estrelinhas. Ficou permanentemente proibido de ver TV e jantar. Foi encarregado das tarefas domésticas e alojado no porão.
–> A família costumava acampar no verão. Naquele porém ele foi deixado com uma tia. A tentativa de fuga foi punida num turno de 24 horas do trabalho do pai, com uma sessão que além da baita surra, incluiu a lavagem da boca com sabão e a proibição de falar sem ser solicitado.
–> No Natal a mãe diz que Papai Noel havia enviado uma carta dizendo que ele era um menino malvado e por isso não iria receber presentes como os irmãos. O pai dá desenhos de colorir para o garoto e tem uma discussão com a mãe que o acusa de desautoriza-la na educação do “garoto”, termo que a família passa a usar para referir-se a David algum tempo depois.
Isso está horrível né? Piora. Só neste capítulo, a mãe ainda o proíbe de participar do grupo de escoteiros por “ser um mau menino” e o queima nas chamas do fogão.
Mal ou bem, ela ainda tinha algum medo do pai das crianças. Mas com a impunidade se confirmando, ela consegue levar toda a família para o comportamento doentio. O livro continua, mostrando a solitária luta do garoto pela sobrevivência enquanto a mãe aprimora os jogos.
Eu só sei de uma coisa: Desde que eu li este livrinho, Dave Pelzer é o meu heroi. Por que virar uma pessoa decente depois de “uma infância fudida” dessas, como diria o Capitão Nascimento, só um cara digno de farda preta.
E para a mãe, eu só imaginava o saco para ela. E para o fraco do pai, que não botou moral na história. E para os frouxos dos vizinhos, parentes e amigos que passaram OITO ANOS vendo a criança ser torturada e NÃO SE COÇARAM!!! Tá certo que nem se falava muita coisa sobre violência doméstica na época, mas a criança aparece toda quebrada e não foi nada? O cara saia para trabalhar e encontrava o filho todo roxo e nada tinha acontecido? Peralá né?
O saco era pouco. Acho que nesses casos a vassoura era necessária também!”
Concordo com o que meu colega diz no antepenúltimo parágrafo, Dave Pelzer virou meu heroi também! Aliás, vai virar o heroi de qualquer pessoa normal que leia este livro.
Aqui vai uma foto dele...

Hasta la vista!
Puts!! Nerm acredito que passou batido, mas dia 21/11 esse humilde e pouquíssimo visitado blog completou um ano desde a sua primeira postagem! Eita quem diria... Esse é o meu blog com maior tempo de duração já que os outros três não chegaram a durar nem um mês...
Falando em aniversário... Só pra manter o clima de festa...
Ê internet! A gente acha cada coisa nela... Hehehe. Agora vou falar de uns vídeos engraçadíssimos que achei no youtube. É um tal de "improvável" cinco humoristas, num palco se revezando. Há diversas brincadeiras, com um tal de "troca" eles estão numa situação e quando o "coordenador" fala "troca" eles precisam mudar suas últimas palavras, às vezas mudando totalmente o sentido da frase. "Conto de Fadas Improvável" Hilário, tudo deve rimar e ter cara de conto de fada bem às avessas... É de chorar de rir, há também inúmeros outros quadros, um mais engraçado que o outro, aqui vão os links:
http://br.youtube.com/watch?v=qtfCcn1Y6vs&feature=channel (Imitações Improváveis, IMPERDÍVEL);
http://br.youtube.com/watch?v=M4CxX-7h9b8&feature=channel (Jogo do Abecedário... Assistam e riam);
http://br.youtube.com/watch?v=GFBYS8U5uPA&feature=related (Troca 1- Na Praia);
http://br.youtube.com/watch?v=z5OL6_IMuVY&feature=related (Troca 2- Construção);
http://br.youtube.com/watch?v=8dRsDX2dTkY&feature=related (Troca- Baile Funk no Elevador);
http://br.youtube.com/watch?v=3Ha7ZN2yclc&feature=related (Frases- Ouro no Deserto);
http://br.youtube.com/watch?v=kj8egQo9qw4&feature=related (Conto de Fadas Improvável- É de chorar de rir);
http://br.youtube.com/watch?v=QBRtZsFb1xE&feature=channel (Só Perguntas- Tem que ter talento pra manter um "diálogo" desses);
http://br.youtube.com/watch?v=6yJ7ER4JBFQ&feature=related (Cenas Improváveis, é cada uma...)
Bom depois de assistir a todos (ou só a alguns) vídeos comentem aqui o que acharam, ok?
Hasta la vista
O título é o nome que um "poema" que escrevi recentemente... Esté meio ruinzinho ainda... Quando consertá-lo posto aqui... Bem, vou aproveitar o embalo e postar uma foto que se assemelha com o clima dele...

Hasta la vista!
Já falei dele aqui em posts anteriores, mas vou voltar ao assunto Aggeu Marques é um gênio!!! Comprei o último CD dele, "Ultra-som" há alguns meses e estou ensaiando pra postar sobre ele aqui desde então. Vamos lá. Uma hora essa "porquera" ia ter que ser escrita mesmo...
O CD começa com uma introdução de alguns segundos que emenda na música "O Feijão e o Sonho", um rock'n'roll bem "básico", bem feito, com uma letra muito bem escrita, nada demais quando se trata de Aggeu Marques, por sinal. Aliás, "O Feijão e o Sonho" é nome também de um Livro escrito por Orígenes Lessa em 1938. A letra da música não se espelha muito na história, trata do "dualismo" Loucura x Lucidez de uma forma instigante. Em seguida vem uma declaração de amor "pop rock" "Certas Coisas", cuja letra encontra-se no post dele na série "Grandes Letristas". Depois, em forte oposição à "Certas Coisas" está "É Só Um Desencontro A Mais", um pouquinho lenta e com uma letra bem deprê. Agora, a faixa número cinco... Apertem os cintos!!! Chama-se "Verão nos Andes", é uma parceria de Aggeu com o Flávio Venturini. Maravilhosa! Conta com a participação do próprio Flávio nos vocais e nos teclados e de seu irmão, Cláudio Venturini nos vocais e na Guitarra, fabulosa. A música é linda, tb é do Flávio... Tem um solo de guitarra arrasador, Cláudio executando, porcaria não podia ser. E a letra é fantástica, por conta da guitarra "Claudiana" acaba sendo a segunda música mais pesada do disco. Aliás, essa música renderia um clipe daqueles... Depois vem "Asas da Noite", com uma levada meio Blues, parece, tem horas, com parceria do Aggeu com o Paul McCartney, um clima bem "anos 60" e com letra do Genial Murilo Antunes. "Mil Razões" é meio parecida com "O Feijão e o Sonho", mas é um pouquinho mais alegre, na melodia, em contrapartida, a letra é mais tristinha. Em seguida vem "Poema de Marcela", letra escrita por Marcela Biasi, ULTRA intimista, e a música é bastante lenta, dá até um certo mal-estar, devido ao "desabafo" feito por ela na letra da canção. Depois, essa dispensa maiores comentários, vem "Uma velha Canção Rock'n'Roll" linda música do 14 Bis, manteve bem a estrutura da versão original até o solo ficou parecido, mas foi executado por Guilherme Racanti, não Cláudio Venturini. "Quero" a mais "pesada" música do trabalho, tem uma levada bem "chegada" no blues e novamente sente-se a forte influência de McCarteney no trabalho do músico-médico mineiro. Essa, Aggeu canta em parceria com Bauxita, cuja voz é parecida com a de Rogério Flausino do Jota Quest.
Para fechar o CD, vem "Cais da Minha Vida", linda, introspectiva, com um arranjo maravilhoso, e com a participação de ninguém mais, ninguém menos que Marcus Viana no violino. E essa é outra música que daria um clipe ótimo...
"Doutor" Aggeu Marques, o grande nome da nova geração do Clube da Esquina...
Taí a capa do Ultra-som. Quem quiser comprar... Procura aqui na web! (www.buscape.com.br)
E isso(o título) não é só nome de uma música com letra surreal do Marcinho Borges... Bem, agora vou falar de F1... Jesus, ta uma loucura só (Mineiros falariam "Trem de Doido")... O campeonato está todo embolado... O que é muito bacana... A era Schumacher foi meio “sem sal nem açúcar”. Comecei a acompanhar a F1 com doze anos de idade, logo depois da morte do Senna, a temporada seguinte... O início da “Era Schummi” vi o cara ganhar seus sete títulos, acompanhei o nascimento e queda de trocentas escuderias e pilotos... Volta e meia me pego pensando “poxa, cadê tal piloto? Correu no ano tal pela escuderia x”. Venho aqui na internet e procuro. Ou então, se me lembro de muitos detalhes, fico assustada com a minha memória. Corridas do início da minha “era de fanatismo”. Lembro-me até hoje de ter achado o máximo o fato de David Coulthard (o galã do circo, na minha opinião, que, infelizmente, vai parar de correr no fim desta temporada) fazer aniversário na véspera do meu... Coisas assim... Meio idiotas até... Mas devo aos pilotos o fato do “Sangue em Pó” existir. Foi olhando para eles que a história nasceu.
Bem é isso. Agora, a letra de Trem de Doido e uma foto de David Coulthard pra encerrar o post.
"Noite azul, pedra e chão
Amigos num hotel
Muito além do céu
Nada a temer, nada a conquistar
Depois que esse trem começa andar, andar
Deixando pelo chão
Os ratos mortos na praça
Do mercado
Quero estar, onde estão
Os sonhos desse hotel
Muito além do céu
Nada a temer, nada a combinar
Na hora de achar meu lugar no trem
E não sentir pavor
Dos ratos soltos na casa
Minha casa
Não precisa ir muito além dessa estrada
Os ratos não sabem morrer na calçada
É hora de você achar o trem
E não sentir pavor
Dos ratos soltos na casa
Sua casa."

Essa era uma notícia que “cedo ou tarde” eu esperava ler... Marcela de Jesus, menina anencéfala residente no interior de São Paulo, faleceu com 1 ano e 8 meses... Sem querer ser macabro, logo que ela nasceu (em novembro de 2006) fiz o meu prognóstico... “Ela não passa de junho ou julho do ano que vem” disse. Não sei dizer se infelizmente ou felizmente ela o contrariou, afinal sou estudante de Direito, não neurocientista muito embora adore biologia, especialmente genética.
É difícil falar de um assunto desses. A morte, muito embora seja a única coisa certa na nossa vida, ainda desperta muitos tabus. E o que dizer depois de um caso desses? Não cabe nem um “que pena” muito menos um “ainda bem”, um “finalmente”, “antes tarde do que nunca”. Mas, com todo o respeito e ressalvas, não sei se poderíamos chamar esse espaço de vinte meses em que ela esteve “por aqui” de vida. Vida? Ela não tinha nenhum tipo de percepção sensorial. Nada, não ouvia a voz de ninguém, não enxergava nada... Estava isolada do mundo. Afinal, não tinha córtex cerebral. Pode-se dizer que ela “sobreviveu”, não “viveu”.
Falando nisso (vida), lembrei-me de duas músicas que adoro. Uma é “Dança das fadas” do Sagrado Coração da Terra e a outra é “Com os Pés no Paraíso” do Aggeu Marques. Ambas falam de vida breve. Esses são alguns dos versos de “Dança da Fadas”: “Cantem que a vida é breve/ pequena demais para se amar/ Tudo o que temos para amar”, já em “Com os Pés no Paraíso” parece que o personagem da canção acabou de morrer e está se despedindo, olhem só:
“Me dê a mão/ Que eu quero ir/ Lugar qualquer pra descobrir/ Tempo tão curto foi pra mim/ Não me encontrei/ Mas deixa assim/ Te vejo no horizonte azul/ Na paz da luz/ Eu vou fluir/ Quero seguir até o fim/ Corpo não quer acompanhar/ A alma que foge de mim/ Em busca do infinito/ Eu pus os pés no paraíso/ Caminho longo sem cansaço// Sou parte do universo agora/ Aqui no alto com as estrelas/ Deixo a minha vida acontecer// O sol está tão intenso há horas/ A chama se mantém acesa/ Não deixe o dia anoitecer// Eu pus os pés no paraíso/ Caminho longo sem cansaço// Sou parte do universo agora/ Aqui no alto com as estrelas/ Deixo minha vida acontecer// O sol está tão intenso há horas/ A chama se mantém acesa/ Não deixe o dia anoitecer”.
Além de linda é uma letra bem reflexiva... Sei lá... A liberdade artística faz a pessoa escrever uma coisa querendo dizer outra completamente diferente...
Bem, vamos ficar por aqui, despeço me com fotos de dois lagos situados em Portugal que passam uma sensação de paz incrível...

Essa é a Lagoa do Vento, fica na Ilha da Madeira... Já até me imaginei sentada nessas pedras ouvindo Sagrado Coração da Terra, Aggeu, 14 Bis, Flávio Venturini...

Jà essa é a Lagoa do Fogo, também fica em Portugal mas não sei exatamente onde...
Bom, Hasta la vista!!!
Depois de descrever (ou melhor, tentar, e com várias interrupções), quinze dos grandes letristas do rock'n'roll atual, sei que faltou um bocado de gente, cheguei a uma conclusão(não é uma sacada genial, mas vá lá): Apesar de letras medíocres estaram dominando os "sucessos" por aí, ainda há salvação, sei que Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas, Freddie Mercury, John Lennon, George Harrison entre outros já morreram mas ainda temos os quinze mencionados e mais um bocado, dos quais não falei ou por não conhecer ou pela "filtragem" que fiz, ou ainda por esquecimento mesmo (Paul McCartney). Também, num momento "filosofia-infame-de-boteco-do-dia": "É no esterco que as plantas nascem!" Essa merda toda (desculpinha!) pode servir de hã "mola propulsora" de uma nova safra de boas músicas. Colhemos uma safra bacana recentemente (rock nacional, década de 1980), tem frutos nascendo antes da hora, o pessoal que sobrou da tal era. Bem é isso, espero ver coisas boas brotando desse estreco todo (Pagode, Axé, Funk Carioca, Sertanejo, Forró...)

Pra encerrar , aqui vai a capa do disco "Clube da Esquina", depois de ouvi-lo dá vontade de jogar todos os outros discos que tem no lixo.
Quem gosta de Skank conhece esse cara... É ele o autor de muitas letras do grupo (entre elas o megahit "Garota Nacional") que, de uns tempos pra cá resolveu se aventurar com Clubeiros... O resultado está aí em baixo, não poderia ser melhor...
"Lua luou,
Vento ventou,
Rio correu pro mar
Foi beijar
As areias de lá
Mato queimou, fogo apagou
O céu escureceu
Vem de lá,
Lambuzada no breu
Na casa aberta
É noite de festa
Dançam Geralda, Helena, Flor
Na beira do rio
Escuto Ramiro
Dona Mercês toca tambor
Lua azul, lua azul turquesa
Já que a casa está vazia
Vem me fazer companhia
Na janela da cozinha" "Casa Aberta" é dele e de Flávio Henrique... Quem gravou essa música foi ninguém menos que Milton Nascimento no álbum Pietá. É a segunda faixa.
"A linha do horizonte se avermelha, agora o sol se vai.
A sombra pouco a pouco escala o arco, a tarde cai.
Os homens calam-se diante do crepúsculo,
Solene sombra sobre estrada.
Sou eu quem devia
Voltar, mas é cedo.
Ali na direção da serra as luzes de uma aldeia vão,
Trazer um pouco de conforto a toda solidão.
Pessoas passam calejadas em alma e músculo,
Perguntas muitas sobre nada.
Sou eu (não posso voltar agora)
Quem devia (a guerra não terminou)
Voltar (mil léguas estrada afora)
Mas é cedo (sem tréguas ainda eu vou)
Escute as canções de guerra,
Os sinais, as razões da terra.
Alimentando a alma eu bebo vinho, eu trago música.
Sei que uma vida é uma vida sempre única.
Diante do amor o mundo é minúsculo,
Eu não profano a jornada" "Canções de Guerra" é dele e também de Cláudio Venturini e Sérgio Vasconcellos, essa música abre o penúlitino trabalho do 14 Bis, "Outros Planos".

Com ele, encerramos a série dos grandes letristas do Rock contemporâneo (ufa!).
Hasta la vista baby!
Lembrem-se "Sonhos não envelhecem"! -Marcinho Borges- o número 5.
Eita nóis... Mais um pra chover no molhado, simplesmento o maior parceiro musical de Milton Nascimento. Falar o quê de um cara desses? Não é preciso... Aqui vão as letras dele:
"Velha amiga
Eu volto à nossa casa
Já não te encontro alegre
Quase humana
Corpo pintado
De branco e marrom
E uma tristeza no olhar
Como se conhecesse
Dor milenar
Já não te encontro
À espera ao pé da porta
Correndo viva e bela
Ou descansando
Tanto vazio por todo lugar
Tanto silêncio
Sinto ao chegar
Ao nosso território de brincar
Almoço aos domingos
A velha farra
Todos vão inventando
Novos segredos
Fica a ausência
Branca e marron
E a tristeza milenar
Mas os meninos voltaram a brincar
Como se ainda sentissem o seu olhar
Diana, Diana, Diana, Diana, Diana
Velha amiga
Eu volto à nossa casa
Já não te encontro alegre
Quase humana
Corpo pintado
De branco e marrom
E uma tristeza no olhar
Como se conhecesse
Dor milenar
Já não te encontro
À espera ao pé da porta
Correndo viva e bela
Ou descansando
Tanto vazio por todo lugar
Tanto silêncio
Sinto ao chegar
Ao nosso território de brincar
Almoço aos domingos
A velha farra
Todos vão inventando
Novos segredos
Fica a ausência
Branca e marron
E a tristeza milenar
Mas os meninos voltaram a brincar
Como se ainda sentissem o seu olhar
Diana, Diana, Diana, Diana, Diá,
Diana, Diana
Diana, Diana, Diana, Diana, Diá,
Diana, Diana
Diana, Diana, Diana, Diana, Diá,
Diana, Diana
Diana, Diana, Diana, Diana, Diana" "Diana" gravada pelo Boca Livre fez muita gente, inclusive eu, querer arrumar uma cadela pra colocar o mesmo nome da que batiza a música... É parceria com o Toninho Horta.
"Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar." "Canção da América" Fala sério, o que dizer sobre essa música? Precisa falar alguma coisa?
Esse aí foi considerado um nos homens mais feios do Rock'n'Roll mundial. (Não sei qual foi o critério utilizado, mas garanto que ficou na frente do slash, hehe). Chad Kroeger é, para quem não o conhece, vocalista e guitarrista do Nickelback. Parece ser um sujeito bacana. Bem como não o conheço n/muito, aqui vão as letras dele:
"Nunca me dei bem sendo um sábio
Também não daria certo sendo um pobre roubando
Estou cansado de viver como um cego
Me sinto doente por dentro, sem sinal de sentimentos
E é assim que você me lembra
É assim que você me lembra do que eu realmente sou
É assim que você me lembra do que eu realmente sou
Não é do seu feitio desculpar-se
Eu estava esperando uma história diferente
Dessa vez estou errado
Por entregar-lhe um coração digno de se partir
E estive errado, estive deprimido
Tentei afogar as mágoas na bebida
Estas cinco palavras gritam na minha cabeça:
"Nós ainda estamos nos divertindo?"
Sim, sim, sim, não, não
Sim, sim, sim, não, não
Não é como se você não soubesse
Eu disse que a amava e juro que ainda amo
Deve ter sido péssimo
Pois viver comigo deve ter quase matado você
É assim que você me lembra quem eu realmente sou
É assim que você me lembra quem eu realmente sou
Não é do seu feitio desculpar-se
Eu estava esperando uma história diferente
Dessa vez estou errado
Por entregar-lhe um coração digno de se partir
E estive errado, estive deprimido
Tentei afogar as mágoas na bebida
Estas cinco palavras gritam na minha cabeça:
"Nós ainda estamos nos divertindo?"
Sim, sim, sim, não, não
Sim, sim, sim, não, não
Sim, sim, sim, não, não
Nunca sobrevivi como um sábio
Eu não passaria por um pobre ladrão
É assim que você me lembra
É assim que você me lembra
É assim que você me lembra quem eu realmente sou
É assim que você me lembra quem eu realmente sou
Não é do seu feitio desculpar-se
Eu estava esperando uma história diferente
Dessa vez estou errado
Por entregar-lhe um coração digno de se partir
E estive errado, estive deprimido
Tentei afogar as mágoas na bebida
Estas cinco palavras gritam na minha cabeça:
"Nós ainda estamos nos divertindo?"
Sim, sim, ainda estamos nos divertindo?
Sim, sim, ainda estamos nos divertindo?
Sim, sim, ainda estamos nos divertindo?
Sim, sim" "How You Remind Me" música com a qual Chad e Cia apareceram para o mundo, sucesso absoluto em 2001/2002.
"Debaixo das árvores, nós olhamos o céu
Confundindo estrelas com satélites
Eu nunca sonhei que você seria minha
Mas aqui estamos nós, aqui esta noite
Eu digo amém, eu...estou vivo
Eu digo amém, eu...estou vivo
[REFRÃO]
Se todos se importassem e ninguém chorasse
Se todos amassem, e ninguém mentisse
Se todos compartilhassem e engolissem seu orgulho
Nós veríamos o dia que ninguém morreria
E eu estou cantando
Eu digo amém, eu...estou vivo
Eu digo amém, eu...estou vivo
E no ar, os vaga-lumes
E sua única luz no paraíso
Nós mostraremos ao mundo que ele estava errado
E ensinaremos todos a cantar conosco
Eu digo amém, eu...estou vivo
Eu digo amém, eu...estou vivo
[REFRÃO (x2)]
E como nós nos encontramos abaixo das estrelas..
Nós percebemos o quão pequeno nós somos
E se eles pudessem amar como eu e você
Imagine como o mundo poderia ser
Se todos se importassem e ninguém chorasse
Se todos amassem, e ninguém mentisse
Se todos compartilhassem e engolissem seu orgulho
Nós veríamos o dia que ninguém morreria
Nós veríamos o dia, nós veríamos o dia
Quando ninguém morreria" "If Everyone Cared" do disco "All The Right Reasons" de 2005.

|
||||
|
|
||||
![]() | ||||
|
||||