Crianças

Falando nelas aqui de novo... Andei lendo umas “atrocidades” cometidas contra crianças na internet nos últimos dias... De uma garotinha recém-nascida abandonada em uma vala de esgoto em Cuiabá-MT a um garoto de cinco anos que morreu após ser espancado por sua “mãe adotiva”.

Como pretendo adotar uma criança dentro de 6 a 8 anos,fico aqui pensando em como a “mãe” desse garoto passou pela assistência social da comarca onde se habilitou e depois espanca o garoto por motivos ainda não esclarecidos.

Falando nelas ainda, li dois livros a esse respeito nesse período de trégua que tive aqui no blog.

Um deles chama-se “Nascidos em Nossos Corações- Histórias de adoções” Livro sensível, comovente, escrito em primeira pessoa por pais, filhos, avós e irmãos adotivos. Mostra, realmente como uma adoção pode mudar vidas aliás, as duas autoras do livro, Fylis e Marisa Casey são mãe e filha adotivas.

O outro chama-se “Uma Criança no Inferno” de Dave Pelzer. O título é quase autoexplicativo, pois mostra, de fato, uma criança vivendo o que se podia chamar de inferno... Só que dentro de casa e o “capeta” é ninguém menos que a mãe do garoto... Achei um outro blog (http://aritmante.com.br/2007/11/18/uma-crianca-no-inferno/) o texto em questão e estou transcrevendo aqui:

 

        “O drama autobiográfico começa na década de 60, quando a mãe do pequeno David começou a criar jogos que botavam Jigsaw no chinelo. A lista a seguir mostra como o alcoolismo ajudou castigos usuais em jogos brutais de tortura:

–> Castigo do isolamento no canto do quarto - Até aqui tudo certo né? Até a supernany recomenda. Mas continua…

–> Castigo do isolamento frente ao espelho - ela esfregava o rosto do garoto no espelho e fazia ficar em frente. Evoluiu para a obrigação de recitar o mantra “Eu sou um menino malvado” antes de ficar imóvel olhando para o espelho. Os irmãos começam a se afastar, temendo serem punidos também.

–> Buscas impossíveis: Enquanto o pai estava no trabalho, ela botava os filhos para procurarem algum objeto perdido. Culminou com um bofetão quando o garoto, meses de busca depois, esqueceu o que estava procurando.

–> Bêbada, a mãe quebra o braço de David ao esbofetea-lo. Finge que nada aconteceu e simula uma queda do beliche para leva-lo ao hospital.

Até aqui a trajetória de violência é mais ou menos a conhecida. Só que atualmente os profissionais de saúde são treinados para identificar esse tipo de coisa. Mas nos anos 60/70, o médico que atendeu aquele menino percebeu que a fratura não fora acidental e acabou tratando o guri sem mais comentários, enviando-o de volta para o filme de terror que a sua vidinha estava se transformando:

–> Ele começa a estudar e apesar de ir bem no colégio, a mãe insistia que ele havia “envergonhado a família e merecia severa punição”. Segundo a mãe, ele teria que repetir a primeira série - mesmo ele tendo chegado em casa com um trabalhinho cheio de estrelinhas. Ficou permanentemente proibido de ver TV e jantar. Foi encarregado das tarefas domésticas e alojado no porão.

–> A família costumava acampar no verão. Naquele porém ele foi deixado com uma tia. A tentativa de fuga foi punida num turno de 24 horas do trabalho do pai, com uma sessão que além da baita surra, incluiu a lavagem da boca com sabão e a proibição de falar sem ser solicitado.

–> No Natal a mãe diz que Papai Noel havia enviado uma carta dizendo que ele era um menino malvado e por isso não iria receber presentes como os irmãos. O pai dá desenhos de colorir para o garoto e tem uma discussão com a mãe que o acusa de desautoriza-la na educação do “garoto”, termo que a família passa a usar para referir-se a David algum tempo depois.

Isso está horrível né? Piora. Só neste capítulo, a mãe ainda o proíbe de participar do grupo de escoteiros por “ser um mau menino” e o queima nas chamas do fogão.

Mal ou bem, ela ainda tinha algum medo do pai das crianças. Mas com a impunidade se confirmando, ela consegue levar toda a família para o comportamento doentio. O livro continua, mostrando a solitária luta do garoto pela sobrevivência enquanto a mãe aprimora os jogos.

Eu só sei de uma coisa: Desde que eu li este livrinho, Dave Pelzer é o meu heroi. Por que virar uma pessoa decente depois de “uma infância fudida” dessas, como diria o Capitão Nascimento, só um cara digno de farda preta.

E para a mãe, eu só imaginava o saco para ela. E para o fraco do pai, que não botou moral na história. E para os frouxos dos vizinhos, parentes e amigos que passaram OITO ANOS vendo a criança ser torturada e NÃO SE COÇARAM!!! Tá certo que nem se falava muita coisa sobre violência doméstica na época, mas a criança aparece toda quebrada e não foi nada? O cara saia para trabalhar e encontrava o filho todo roxo e nada tinha acontecido? Peralá né?

O saco era pouco. Acho que nesses casos a vassoura era necessária também!”

Concordo com o que meu colega diz no antepenúltimo parágrafo, Dave Pelzer virou meu heroi também! Aliás, vai virar o heroi de qualquer pessoa normal que leia este livro.

Aqui vai uma foto dele...

Hasta la vista!

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, PEDRALVA, Centro, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Livros, Música, Cinema
Outro -

 
Visitante número: