Sangue em Pó - Alguns trechos 6.0

Aqui vão mais algumas amostras do "Best Seller" abaixo dos textos a foto do intérprete do filho postiço de Francesco Fiorella, o estouradinho Gianluigi Bartoni, Ian Somerhalder, o Boone da Série Lost.

CAPÍTULO VIII

“À tarde, Santeri, Michael, Jean e Sofia foram ao museu/galeria de arte examinar o terreno do desmascaramento. Michael queria quebra a cara de Peter em público. Enquanto o quarteto estudava o museu, Nikolas, Renato, Dario e Pablo foram, seguindo ordens de Santeri, para a delegacia mais próxima saber se Lars tinha muita coisa na ficha. Logo souberam que o rapaz estava em suspensão condicional de direitos desde que fora pego na Bélgica com meio quilo da diamond blue de Javier. Estava cumprindo a “sursis” há quase dois anos, e a mesma acabaria dentro de dois meses. Apesar de estar em liberdade condicional, Lars era investigado por tráfico de cocaína. Frequentemente era visto numa estação de trem abandonada conhecido ponto de venda de drogas de Amsterdã nas últimas vezes, acompanhado de um sujeito que a polícia holandesa não soube identificar (e mostrou fotos para os agentes e logo Nikolas reconheceu Mackintosh), e ficavam lá horas vendendo pequenas ampolas de cocaína, mas fazia tempo que não apareciam.
No museu, Michael passeava tranquilamente pelo espaço olhando atentamente os quadros lá expostos. Enquanto observava, era observado por um funcionário que o encarava detidamente enquanto torcia um pano num balde de plástico. Michael percebeu e Jean, também por perto, disse-lhe que tinha quase certeza que aquele sujeito era Mackintosh. “Que degradação! De um renomado cardiologista meu irmão virou um reles faxineiro de museu.” Pensou Michael. Mas logo entendeu que seria bem melhor assim. Se Peter descobrisse que matara um médico, e resolvesse trabalhar em algum hospital o tamanho da encrenca seria incalculavelmente maior. Antes limpando um museu que pondo a vida de terceiros em risco.”

“Nikolas e Michael logo começaram a planejar um jeito de pegar Peter de surpresa e o que fariam para desmascará-lo. Falem em alemão com ele, como ele não deve saber o idioma, vai se atrapalhar todo e se enroscar no meio da conversa. Aí vai ficar evidente que ele não é alemão coisa nenhuma. Era Renato sugerindo um meio de pegar o escocês.
— Boa, Renato. Acho que isso vai ser bem legal... Michael, fale sobre coisas bem pessoais entre vocês dois, aventuras de infância, coisas assim, que só o Ralf verdadeiro saberia. Quando ele se enroscar de vez, você me apresenta como um novo amigo, eu também entro na conversa em alemão e quando ele se sentir mais desorientado que cego em tiroteio eu solto na frente dele que sei que ele é Peter Mackintosh. Korhonen, valeria a pena me identificar nesse momento como um agente da Interpol ou deixa quieto?
— Deixe quieto, Schweizer. Em momento algum diga que é da Interpol, conhecemos Mackintosh o suficiente pra sabermos o que aquele cara seria capaz de fazer...
— Ok. Sendo assim, nada de Interpol.— disse Nikolas.
Santeri encerrou a reunião, mas dúvidas continuaram. Por que Pablo saíra precipitadamente de seu quarto quando Nikolas começou a falar em como desmascararia Mackintosh? E... Era muita estupidez achar que Peter não descobriria que seu “desmascarador” era um agente da polícia criminal internacional. O escocês era bem mais esperto que a média... O simples fato de ele ter destruído as impressões digitais e o rosto de Ralf Schneider já era uma prova concreta de sua esperteza... Caso contrário, logo seria provado que não era ele o cadáver. E foram necessários dois meses e meio para que descobrissem que Peter ainda estava vivo. Com a mente cheia de questões, Santeri deitou-se de calça Jeans mais sem camisa na cama à espera de Sofia. A italiana viria a seu quarto para o que faziam toda vez que Carlson os despachava para fora de Lyon?”

“— E aí, Nikolas, preparado pra botar Makintosh contra a parede?— perguntou Dario.
— Mais ou menos. Peter é um tipo perigoso, sabe-se lá o que ele será capaz de fazer...— concluiu o alemão, um tanto quanto nervoso.
— É, mas nós estaremos por perto. Pra dar um apoio moral.— brincou Renato.
— Engraçadinho... Cadê o resto da turma?
— Sei lá, devem estar dormindo ainda. Ah, retiro o que disse. Olhem eles ali.— disse Renato ao ver Santeri, Sofia, Jean e Michael descendo.”

“— Sendo assim, faz bastante sentido o que você quer. Ué? Cadê o Ortega?— era Dario dando falta do Espanhol.
— Boa pergunta.— disse Renato.
— Deve estar dormindo ainda.— deduz Nikolas.
— Vou lá conferir.— ofereceu-se o recém-chegado Jean levantando-se e voltando para o andar. Vasculhou o quarto que Pablo ocupava com atenção e gritou, várias vezes, as palavras “Pablo” e “Ortega” mas nem sinal do espanhol. Antes de voltar ao restaurante, vai à recepção perguntar pelo hóspede do apartamento 415. A recepcionista disse que ele saíra às seis horas da manhã.
— Caramba!— disse Jean correndo de volta para o restaurante. “Korhonen precisa saber disso.” Pensa.
— Laffite, cadê a figura?— perguntou Santeri.
— Segundo a recepção, saiu do hotel as seis e pouco da manhã.— respondeu o francês.
— Miséria!— disse Santeri levantando-se e subindo. Instintivamente os demais agentes levantam-se e seguem o finlandês. Santeri entra em seu quarto e liga o notebook. Conecta-se na internet e entra em contato com Carlson.
O chefe, pego desprevenido na sede da Interpol, assusta-se com o contato.
— O que houve, meus caros?— perguntou Carlson, intrigado.
— Ortega sumiu do hotel, Carlson. E, aliás, abandonou ontem à noite uma reunião no meio. O que fazemos?
— Quando ele voltar, lhe dê uma advertência, Korhonen. Depois me comuniquem.
— Ok.
— Ah, outra coisa, vigiem-no de perto, a partir de agora.— pediu o chefe se desconectando da conversa.
— Se soubéssemos onde ele se encontra... Era só o que me faltava!— reclamou Nikolas.
— Eu sempre desconfiei desse cara. Ele nunca me pareceu muito, normal.— disse Renato.— Aquela história do ETA... Aí tem coisa.
— Deve ter mesmo, Renato. Eu também o achava esquisito, mas nunca pensei que ele fosse tão estranho assim. Isso não vai terminar bem. Ele pode ter algum envolvimento nesse caso.— especulou Dario.”


Sangue em Pó - Alguns trechos 5.0

Aqui vão mais algumas amostras do "Best Seller" abaixo dos textos a foto do intérprete do atrapalhado Italiano Dario Fraschetti, o ator australiano Hugh Jackman.

CAPÍTULO VII

“O que Pablo queria tirando de Javier e Peter as suspeitas pelo crime? E também, por que insistia tanto na ideia? Enquanto jantava imaginou que Pablo teria alguma ligação com os traficantes, mas logo descartou a ideia. A Interpol não aceitaria em seus quadros um agente “bichado”.”
“Durante o primeiro dia de investigações, nada descobriram. Apenas o óbvio. A morte de Henry fora por asfixia por contrição do pescoço. Em resumo: estrangulamento.
— Isso a gente já sabia. Não tinha nada de novo naquilo.— reclamou um sonolento Nikolas que não parava de bocejar quando saíram do IML local, primeiro local visitado a cata de informações.”

“O corpo de Henry fora encontrado lá por um morador das redondezas.”

“Dario, com uma foto da cena, deitou-se no local onde estava o cadáver de Henry e na mesma posição em que fora encontrado e tentou ver se havia algum lugar que tivesse uma boa visão do local. Não acreditou no que enxergou:
— Korhonen, olhe ali. Uma câmera escondida no tronco daquela árvore.— disse ostentando um sorriso.
— Aquele ponto preto meio brilhante? Fantástico Fraschetti. Vamos falar com a polícia espanhola.
Nikolas esboçou um sorriso vitorioso:
—Perda de tempo né? Sei...— disse para Pablo em tom irônico.— Vamos em alguma delegacia perguntar sobre as imagens. O Renato fala um pouco de espanhol.— terminou ignorando a presença de um espanhol nato na equipe.
— Ótimo.— disse Santeri nem percebendo a “rata” de Nikolas.— vamos logo.
A descoberta de Dario foi o ponto de partida para a “ação” que os agentes queriam. “Adeus minha visita ao museu do chocolate” pensou Renato, ironicamente chateado. Mas largou o aborrecimento de lado quando descobriu, entre outras, que o Museu do Chocolate ficava perto do Parc de la Ciutadella. Mas deixou a vontade pra outra hora, tinha que ir até a delegacia que ficou responsável pelo inquérito do Homicídio de Henry Simon. Algumas quadras a diante. Nikolas, Dario, Jean e Santeri ignoravam Pablo completamente. Sofia permanecia-se neutra. Ele era o único que ainda se lembrava da existência do espanhol. Tentou conversar sobre a câmera com Pablo pedindo a opinião do mesmo, mas Nikolas “cortou o papo” entrando entre os dois e puxando conversa com Renato sobre o mesmo assunto: A câmera do Parc de la Ciutadella.”

“As imagens revelariam muita coisa, mas a sorte teria que dar uma mão. Também, estava feliz por terem conseguido derrubar de vez a bizarra tese de Pablo do ETA. Tentando esquecer esse assunto por alguns minutos, Nikolas pegou seu MP3 Player. Colocou os fones de ouvido e foi para a sacada de seu quarto no hotel vestindo apenas calça jeans. Filosofava sobre a letra de “Away From the Sun” do grupo 3 Doors Down quando lhe veio uma idéia à mente. Culpa das esquisitices de Pablo.

“Sofia levantou-se da mesa dizendo que já ia para seu quarto e no caminho, passou ao lado de Santeri e puxou de leve a orelha do finlandês. Nikolas dessa vez percebeu o sinal de Sofia. O especialista em entorpecentes virou-se para a italiana e balançou de leve a cabeça esboçado um sorrisinho. “Lá vem mais cenas proibidas para menores!” pensou o alemão. Em pouco tempo, os agentes todos já haviam subido e ido para seus respectivos quartos. Nikolas estava quase pegando no sono quando ouviu passos no corredor. Já imaginou o que seria. Nada de pânico, disse para si mesmo. Esperou uma meia hora e saiu. Encontrou a porta do quarto de Santeri entreaberta e batata!

“O inspetor acata a ordem e logo o vídeo rodava no monitor. As imagens mostravam dois sujeitos, Henry e um outro ainda não identificado batendo boca no parque praça. De repente, o segundo “elemento” cerrou o punho e esmurrou com força a nuca de Henry, que foi a nocaute. Depois, com Henry caído no chão meio grogue, tirou algo do bolso passou em torno do pescoço do nigeriano e finalmente o estrangulou. O segundo elemento olhou fixamente para a câmera enquanto Henry tinha uma série de convulsões por causa do estrangulamento.

CAPÍTULO VIII

“No dia seguinte, a turma voltou a fazer turismo em Barcelona à espera das passagens de volta. À tarde, quando voltaram ao hotel, receberam o envelope na recepção. Teriam que madrugar às três horas da manhã para pegar o primeiro trem de Barcelona para Paris o segundo sairia de Paris às sete da manhã e só estaria em Lyon as três ou quatro horas da tarde.

“— É. Agora temos que descobrir o nome desse alemão.— disse Renato.
— Basta enviarmos um ofício à polícia holandesa perguntando sobre a presença de Ralf Schneider ou de Peter Mackintosh por lá. Sem mencionar, claro, as trocas de identidade.— disse Santeri, meio sem vontade de palpitar quando Carlson entrou na sala agitado com um papel nas mãos.
— Parem as prensas! Parem as prensas! Mackintosh foi visto em Amsterdã, supostamente.
— Como assim “supostamente”, Carlson?— indagou Nikolas.
— Encontraram, no museu Van Gogh um alemão com as mesmas características físicas que ele e que, aparentemente, fala inglês com um sotaque alemão muito artificial. O nome com o qual a figura se apresenta é, um minuto de suspense.— brincou Carlson.
— Já passou o minuto, Carlson.— avisou Dario olhando para o relógio.
— Onde eu estava mesmo? Ah, sim! O nome do suposto Peter Mackintosh encontrado em Amsterdã é Ralf Schneider. E vocês irão para lá em cinco dias.
— Pôxa, Carlson, acabamos de voltar de Barcelona. Estamos viajando mais que diplomatas!— reclamou Nikolas.
— Nikolas, temos que avisar o Michael. Quando Peter o vir...— lembrou Jean.
— Verdade. Quando nossa partida for mais certa eu o aviso.
— Pode avisar já. Eu disse “vocês irão” e não “vocês poderão ir”. Ele tem só cinco dias para se preparar. Ah, aqui está o nome do hotel onde reservei quartos para vocês. Avise-o para encontrá-los lá... Ou se hospedar lá também, vai saber...— era Carlson.”

“Cinco dias depois, às oito horas da manhã, Carlson estava com seus agentes no aeroporto em Lyon. Os agentes iriam para Amsterdã participar de uma rocambolesca missão: desmascarar Peter Mackintosh, o mais ardiloso traficante de cocaína da Europa Ocidental. Nikolas, Jean, Renato e Dario já tentavam imaginar a cara de susto que Mackintosh faria ao rever sua vítima, viva, em carne e osso.
— Concentrem-se em desmascarar Mackintosh, do resto cuidamos depois... Preguem um belo susto no escocês... Será divertido ver o que acontecerá...
— Certo. E quanto a Javier e Lars?— perguntou o objetivo Santeri, que no fundo, também estava doido para ver a cara de Peter quando Michael surgisse.
— Cuidamos da dupla depois... Vamos nos concentrar em Mackintosh.
— Depois que o Mackintosh já tiver devidamente desmascarado, nós pensaremos no que fazer com o Lars e com o Javier?— perguntou Pablo que estava meio afastado da investigação por conta de uma gripe e também de suas infundadas teorias.
— Exato, Ortega.— respondeu Carlson.
Meia hora depois, os agentes estavam dentro do avião a caminho da capital holandesa. Mais uma hora e meia de viagem e eles se viram na recepção do hotel Van Gogh em Amsterdã, fazendo seus cadastros. Preencheram suas fichas e subiram para seus quartos. Nikolas disse que desceria para falar com o pessoal da recepção sobre Michael, para avisá-los que quando ele chegasse. Santeri e os demais agentes consentem sabendo que o irmão gêmeo de Ralf era uma peça crucial para o desmascaramento de Peter. Assim que Schweizer desceu encontrou Schneider realizando o seu check in. E para um quarto no mesmo andar em que se encontravam as suítes dos agentes. Subiram juntos conversando sobre algum assunto em alemão. Lá em cima, ao se encontraram, Santeri, contrariando ordens expressas de Carlson decidiu pegar o trio de uma só vez, mas para isso seria necessário alguns dias pesquisando a rotina dos mesmos- se é que existia alguma. Ver todos os passos do trio desde a hora em que saíam da cama até quando voltassem a ela. Enquanto Santeri expunha suas idéias Pablo, de celular em punho, retirou-se à francesa do recinto.”

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